Borboleta cauda-de-andorinha

A borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon) é uma das espécies mais comuns do Borboletário e sem dúvida uma das mais bonitas de Portugal.

Borboleta Cauda de Andorinha - Papiliio machaon (Linnaeus, 1758)

A borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon) é uma das espécies mais comuns do Borboletário e sem dúvida uma das mais bonitas de Portugal.

Descrição: A parte superior da borboleta apresenta uma cor amarela com riscas pretas e uma macha vermelha rodeada a azul nas asas posteriores, sendo a parte inferior de um tom mais pálido. Na fase inicial da lagarta, esta parece-se com um pequeno excremento de pássaro; esta característica permite-lhe estar mais protegida, correndo um menor risco de ser predada. Depois de uma série de mudas a lagarta apresenta um verde brilhante com bandas pretas e pontos laranja.

Distribuição: Em Portugal está dispersa por todo o território. Existe ainda no resto da Europa, norte de África e na Ásia.

Biologia: Apresenta três gerações por ano na região do Mediterrâneo voando de março a outubro. As fêmeas colocam os ovos nas folhas tenras de arruda (Ruta graveolensis) ou funcho (Foeniculum vulgare) e as lagartas eclodem cerca de uma semana depois. As lagartas são ativas durante o dia alimentando-se durante cerca de 3 semanas na sua planta hospedeira. Se forem perturbadas, mostram um par de glândulas odoríferas laranja brilhante, o osmeterium, que lhes permite repelir os potenciais predadores pelo cheiro forte e desagradável que emitem. Os adultos eclodem três semanas depois da formação da crisálida, ou depois desta hibernar durante os meses frios do inverno.

Ameaças: Fragmentação do habitat, o abandono dos terrenos com consequente crescimento do mato e a poluição.