Relatório de 2016

Principais atividades desenvolvidas em 2016 pelos Museus e IICT

Relatório sumário das atividades dos Museus da Universidade de Lisboa/ Museu Nacional de História Natural e da Ciência e do Instituto de Investigação Científica Tropical em 2016

O Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Instituto de Investigação Científica Tropical receberam em 2016 um total de 266.500 visitantes, distribuídos entre os Jardins Botânicos (71,97%), o edifício principal (13,54%), as atividades do Serviço Educativo (10,86%) e outras atividades (3,64%). Nos jardins, o Jardim Botânico Tropical teve 111.917 visitantes (42% do total) e o Jardim Botânico de Lisboa, que foi encerrado em outubro para obras de requalificação no âmbito do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa, teve 79.868 (29,97%). No Serviço Educativo, as atividades de Extensão Pedagógica contaram com 27.006 participantes (10,13%), enquanto as de Animação Cultural, apenas com 1.929 (0,72%).

O Museu desenvolveu uma agenda de promoção da cultura científica, com um total de 471 eventos, tanto de organização própria como em parceria, que incluíram atividades educativas e sessões de planetário, teatro, conferências, mesas-redondas e seminários, cursos, visitas guiadas, circo matemático, mercados no Jardim, atividades para professores, concertos e outros tipos de evento. Nestes destacam-se a Noite Europeia dos Investigadores (30 set.), com cerca de 4.000 visitantes numa só noite e a XIX Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis (8 a 10 dez) com 4.684 visitantes.

Destacam-se ainda nesta agenda o início das ações do programa de formação em Coleções e Património Científico (com 86 participantes), além de outros três cursos, que totalizaram 59 participantes. Neste âmbito, o Museu continuou o programa de formação dirigido ao Museu de História Natural de Maputo (Universidade Eduardo Mondlane), com a realização do “Curso de Preservação e Conservação de Coleções Entomológicas”, onde participaram 28 formandos.

Durante o ano de 2016 procedeu-se ao desenvolvimento geral do programa expositivo dos Museus, com a inauguração uma exposição sobre o conhecimento universitário, "O que é Inovação em Arquitectura?" (3 março), de duas novas exposições sobre história natural, "Dinossauros que viveram na nossa terra" (17 maio) e “Cem Traças” (16 dez.) e a preparação de duas novas exposições, cuja inauguração acabou por ser adiada para os primeiros meses de 2017 (“Reis da Europa Selvagem” e “Plantas e Povos”). Além destas, foram inauguradas nove exposições e instalações de curta duração centradas no diálogo Arte/Ciência/Natureza.

Procedeu-se igualmente à gestão, conservação, expansão e valorização das coleções científicas do Museu, continuando a incorporação das coleções do IICT na Universidade de Lisboa. Em 2016 encontravam-se em execução no Museu 8 projetos com financiamento externo, centrados no estudo e desenvolvimento das coleções científicas, estudo da biodiversidade e na educação e difusão da cultura científica, cinco dos quais com financiamento internacional e três com financiamento nacional. Os investigadores, curadores e outros colaboradores do Museu publicaram 34 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais da especialidade e 10 capítulos de livros, com indicação de filiação no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Investigadores do Museu coordenaram a edição de 3 livros, dos quais se destaca “A Universidade de Lisboa. Museus, Coleções e Património” por Marta Lourenço. O Museu editou o livro “Plantas do Jardim Botânico Tropical” coord. Maria Cristina Duarte.