Relatório de 2017

Principais atividades desenvolvidas em 2017 pelos Museus e IICT

Relatório sumário das atividades dos Museus da Universidade de Lisboa/ Museu Nacional de História Natural e da Ciência e do Instituto de Investigação Científica Tropical em 2017

Os Museus da Universidade de Lisboa/ Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Instituto de Investigação Científica Tropical receberam em 2017 um total de 202.711 visitantes, distribuídos entre o Jardim Botânico Tropical (68,93%), o edifício do Museu (12,03%), as atividades do Serviço Educativo (13,75%) e outras atividades (5,29%). O Jardim Botânico de Lisboa esteve encerrado durante todo o ano de 2017, para obras de requalificação no âmbito do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa. No Serviço Educativo, as atividades de Extensão Pedagógica contaram com 26.767 participantes (13,20%), enquanto as de Animação Cultural, apenas com 1.101 (0,54%).

O Museu desenvolveu uma agenda de promoção da cultura científica, com um total de 414 eventos, tanto de organização própria como em parceria, que incluíram atividades educativas e sessões de planetário, inauguração de exposições, teatro infantil, conferências, mesas-redondas e seminários, lançamento de livros, cursos, visitas guiadas, circo matemático, atividades para professores, concertos e outros tipos de evento. Nestes destacam-se a Noite Europeia dos Investigadores (29 set), com 4.800 visitantes numa só noite, a IV Feira da Matemática (11 nov), com 900 visitantes, a XXXI Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis (7 a 10 dez), com 4.416 visitantes e a Mostra de Turismo Sustentável (16 dez), com 600 visitantes.

Destacam-se ainda nesta agenda o ciclo de conferências “60 minutos de ciência”, com uma dezena de palestras, o curso creditado para professores “Educar sobre Ciência em espaços museológicos”, o “Workshop de preparação de insetos”, o curso “Entomological Collections, Insect Systematics and Evolution” e o “Curso de Identificação de Peixes dos Ecossistemas Fluviais de Portugal”.

Durante o ano de 2017 procedeu-se ao desenvolvimento geral do programa expositivo dos Museus, com a inauguração das exposições “A Imagem Paradoxal: Francisco Afonso Chaves (1857-1926). Parte II” (10 fev), “Reis da Europa Selvagem. Os nossos últimos grandes carnívoros” (3 mar), “Plantas e Povos”(21 abr), “Mar Mineral. Ciência e Recursos Naturais no Fundo do Mar” (14 jul) e “Margem Esquerda. A Revolução Russa e a Cultura Científica em Portugal no século XX" (2 nov). Além destas, foram inauguradas dezassete exposições e instalações de curta duração centradas no diálogo Arte/Ciência/Natureza e em temas de história natural.

Procedeu-se igualmente à gestão, conservação, expansão e valorização das coleções científicas do Museu, continuando a incorporação das coleções do IICT na Universidade de Lisboa. Foram incorporados 24.680 objetos nas coleções. Em 2017, as coleções dos Museus e IICT foram estudadas por 90 investigadores (60 de Portugal, 16 da Europa e 14 de fora da Europa), num total de 2.636 horas de consulta. Foram publicados 71 trabalhos científicos utilizando as coleções dos Museus e IICT, incluindo 5 teses de mestrado, 4 dissertações de doutoramento, 2 livros, 2 capítulos de livros e 55 artigos científicos.

Durante o ano foram emprestados 46 objetos para serem exibidos em 8 exposições, incluindo as exposições “800 Anos de Saúde em Portugal”, no Museu da Saúde (7 abr 2017 a 7 abr 2018), “Portugal-Drawing the world”, no Musée national d’histoire et d’art, Luxembourg (27 abr a 15 out 2017) e “A Cidade Global. Lisboa no Renascimento”, no Museu Nacional de Arte Antiga (23 nov 2016 a 9 abr 2017) e no Museu Nacional Soares dos Reis (15 mai a 27 ago 2017).