Exposição de Ana Mesquita
Laboratorio Chimico, átrio e antiga cafetaria | Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Frida e Carmen viveram ambas sobre o fio da navalha. Frida celebrou nos seus quadros, que se tornam cada vez mais populares - meio século após o seu desaparecimento - a dor de uma vida entrecortada por sucessivas operações à coluna, e ainda a dor dos amores e desamores com pintor Diego Rivera.
Carmen Miranda, que por um acaso nasceu no Marco de Canaveses, viveu intensamente a sua arte como o demonstram as muitas canções que celebrizou e o percurso galáctico que fez numa vida que acabaria também por ser curta. O seu funeral teve honras de estado e três dias de luto nacional no Brasil.
Tendo sido absolutamente contemporâneas, e ambas sul-americanas que passaram bastante tempo a viver nos Estados Unidos - morreram com um ano de diferença e partiram antes de completar cinquenta anos. Frida e Carmen foram o exato oposto uma da outra, tanto em termos formais, educacionais, como políticos e sexuais, muito embora tenham tanto em comum, aparentemente, no modo de se decorar e na pose.
São por tudo isto e muito mais uma dupla incrivelmente rica de motivos de inspiração que nunca antes alguém juntou.
Finissage da exposição dia 8 de abril, às 18h00 - Ana Mesquita convida João Gil