ILHAS LUZ

Exposição de Rosário Rebello de Andrade e Margareta Hesse

 

Quando: 
20 de Outubro de 2018 a 2 de Dezembro de 2018
Onde: 

Laboratório Química Analítica | Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Num mundo globalizado, Rosário Rebello de Andrade recorre a metáforas para lhe dedicar um novo olhar. Em ILHAS LUZ, e na sequência do trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos anos, a artista escolhe materiais frágeis e leves para apresentar duas instalações, - uma no Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras e outra no Museu Nacional de História Natural e da Ciência - estabelecendo uma interação com o público. No Reservatório da Mãe d‘Água apresenta o mundo em forma de puzzle e instala mil barcos de papel a flutuar no tanque. Já no Museu Nacional de História Natural evoca os elementos «Água» e «Luz» com livros transformados em objetos visuais que constroem constelações poéticas, um trabalho em papel de grande escala, mil berlindes de vidro no chão – como se de astros se tratassem - e um filme. Ao criar um universo, simultaneamente poético/ filosófico ou político, a artista remete ao lado transcendente da existência. A leitura dos trabalhos não pretende ser hermética, segue antes uma ordem subjetiva que alude à literatura, à poesia - ou ao desejo - deixando ao espectador a liberdade de criar as suas próprias associações e leituras.

Margareta Hesse tematiza «ILHAS LUZ», neste museu, apresentando imagens de fachadas de edifícios monumentais que pelo seu esplendor revelam o belo de duas cidades. Trabalhos de grande escala pertencentes à série «fachadas de edifícios de Berlim», do período «Gründerzeit» (1850 - 1900), são postas em confronto com a nova serie «fachadas do centro antigo da cidade de Havana», do período barroco neoclássico colonial - que evidenciam o seu estado decadente. Nestas pinturas translúcidas a perspetiva não se baseia em representações documentais. Antes, evocam associações resultantes de observações meramente intuitivas. Nesta série, o negativo das fotos é processado sobre película polyester transparente e depois aplicado em sentido inverso sobre placas semitransparentes, servindo-lhe como motivo de fundo. Uma segunda placa de polyester processada por uma fina película colorida de goma-laca transparente é colocada em primeiro plano a uma distância de alguns centímetros por cima das imagens iniciais, sobrepondo-se assim ao motivo fotográfico principal, escurecendo-as.

Margareta Hesse apresenta no Museu da Água – Reservatório da Patriarcal - um edifício octogonal de 3 andares com 31 colunas situado no subsolo da Praça do Príncipe Real, uma instalação de luz real, com feixes de laser vermelho. No centro do reservatório, de arquitetura simétrica, flutuam três formas retangulares de linhas vermelhas brilhantes, elevando-se uniformemente em vários níveis, que se complementam através do reflexo da luz na superfície da água do reservatório. A instalação é projetada de tal forma que em alguns dos lugares o público pode tocar os feixes de laser. A experiência do observador com essa luz vermelha especial, que conota simultaneamente a sensação de «perigo» e «calor» dissolvendo-se como «um nada» entre os dedos, desperta pela sua aparência expectativas que não correspondem, pela sua estranheza, à experiência física, sendo este o ponto central da instalação.

 

Inauguração dia 19 de outubro, às 21h00.

Exposição de Arte e Ciência