Astrofesta comemora 25 anos a divulgar astronomia e astrofísica

Por mais um ano investigadores convidam os cidadãos para aprender mais sobre astronomia e astrofísica através de palestras, oficinas e observações do sol, da lua, dos planetas e especialmente de “objetos do céu profundo” como enxames estelares, nebulosas e galáxias. Todas estas actividades vão decorrer durante três dias na 25ª edição da Astrofesta, Centro Ciência Viva de Constância - Parque de Astronomia.
No dia 18 de agosto decorrerá um minicurso de astronomia que, como explica Máximo Ferreira, coordenador científico do Centro Ciência Viva de Constância, «desperta curiosidades para, à noite, se acompanhar “um passeio pelo céu”, para identificar estrelas e constelações e, nelas, os pontos para que se apontam os telescópios que tornam visíveis os objetos celestes que os olhos humanos não alcançam».
 
Mas este ano traz uma novidade especial - a inauguração de um pequeno radiotelescópio que vai permitir captar ondas que os nossos olhos não vêm. «As emissões rádio vindas do espaço – já detectadas em 1951 e então associadas a um certo fenómeno característico dos átomos de hidrogénio - originaram um importantíssimo ramo da astronomia (radioastronomia), actualmente indispensável para, conjugado com as observações no domínio do visível, permitirem uma nova visão do universo e da forma de certos objetos celestes».
Assim depois da oficina onde serão transmitidos conhecimentos teóricos e práticos sobre radioastronomia, por volta das 4h00 da manhã através do novo equipamento, os mais resistentes poderão ver «surgir a região do céu onde se situa a radiofonte conhecida como Taurus A, associada a uma gigantesca massa de gás (nebulosa do caranguejo - M1) - resultante da explosão de uma estrela - no interior da qual gira velozmente um pulsar que lança no espaço ondas com 21 centímetros de comprimento, com intensidade suficiente para serem detetadas mesmo por um modesto radiotelescópio», explica Máximo Ferreira.
 
 
História da Astrofesta
Vinte e quatro anos depois de, em 1994, se ter realizado a primeira Astrofesta nacional, no Alto de S. Gens (Serra D’Ossa – Redondo), a vigésima quinta edição decorrerá num local cuja génese está associada à segunda edição (1995), em Constância. Com efeito, o Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia emergiu de uma iniciativa municipal para apoio a um Clube de Ciências da Escola Básica e Secundária local, criando um modesto observatório astronómico numa pequena montanha próxima da Escola, projeto que contou com o apoio técnico do então Museu de Ciência da Universidade de Lisboa. Esta entidade - pioneira na organização do evento que se foi repetindo anualmente em locais diversos mas em que, em todos eles, se detetava a existência de curiosos pela astronomia dispostos e fazer evoluir projetos de divulgação científica, quer para jovens estudantes quer para o público em geral – acabaria por ser integrada no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o qual passaria a partilhar a organização do evento com o Centro Ciência Viva de Constância.
 
 
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