O Sobreiro

A Árvore Nacional de Portugal

No mês em que se celebra o Dia Internacional das Florestas (21 de março) destacamos o sobreiro, a Árvore Nacional de Portugal.
 
O sobreiro – Quercus suber - é uma árvore de folha persistente, de médio porte, e os seus troncos são cobertos por uma casca muito espessa e esponjosa, a cortiça, o que a distingue das restantes espécies de carvalhos. O fruto é uma bolota ou glande, característica do género botânico Quercus. Lineu não terá tido qualquer dificuldade em dar o nome científico ao sobreiro que já era conhecido pelos romanos com o nome de suber.
 
Cresce nos bosques esclerófilos mediterrânicos, em zonas frescas e abrigadas, sem geadas intensas. A sua área de distribuição é a metade ocidental da região mediterrânica e, embora ocorra em quase toda a Península Ibérica, existe em maior abundância no sudoeste.
 
O sobreiro pode ser considerado como a árvore mais importante da floresta portuguesa: mais de um terço da área ocupada pelo sobreiro situa-se em Portugal e mais de metade da produção de cortiça é portuguesa. 
 
A cortiça, pelas suas características, tem múltiplas aplicações, para além do fabrico de rolhas: materiais de construção (isolamento térmico e acústico), vestuário e acessórios, mobiliário e objetos de design. É ainda muito resistente ao fogo.
A cortiça é geralmente extraída a cada 9 anos: a árvore não morre nem a sua vitalidade é significativamente alterada e, nos anos posteriores, uma nova camada de cortiça volta a regenerar-se e a crescer em espessura. Esta capacidade de regeneração é conhecida desde a Antiguidade e ainda está na base da exploração económica dos sobreiros.
 
Em Portugal, a maior parte dos sobreiros existem em montados que têm outras valências para além da exploração da cortiça. Alguns dos produtos e atividades do montado são a lenha, a caça, a pastorícia ou a apicultura.
O sobreiro é considerado a Árvore Nacional de Portugal desde finais de 2011.