Espécime-tipo de Homalia lusitanica Schimp

Objeto do mês de dezembro 2020

Com a chegada do Natal, principalmente os musgos, as hepáticas e os líquenes são bastante utilizados em presépios. São vendidos em mercados municipais, floristas, entre outros locais.

A recolha destes organismos nos habitats naturais causa grande impacto ambiental, pois apresentam um papel ecológico enorme. Combatem a erosão, potenciam a germinação das sementes, servem de nicho ecológico a muitas espécies de animais, apresentam igualmente um papel importante no ciclo da água e muitas espécies estão em risco de extinção.

Cerca de 30 % das mais de 700 espécies de briófitos (musgos, hepáticas e antóceros) no país apresentam um estatuto de conservação elevado (CR – em Perigo Critico, EN – Em Perigo, VU - Vulnerável).

Este espécime do Museu colhido na Serra de Sintra em 1847 por Friedrich Welwitsch, botânico Austríaco que trabalhou na Escola Politécnica, é o espécime-tipo da espécie, isto é, o exemplar que serviu de base à descrição original desta espécie. O Museu Nacional tem milhares de espécimes-tipo de plantas e animais.

A Homalia lusitanica possui um estatuto de Conservação VU – Vulnerável em Portugal, e NT “Near Threatened” na Europa tendo esta avaliação sido realizada também no Museu pelos seus botânicos.

A espécie forma tapetes densos, verdes em rochas húmidas calcárias geralmente perto de linhas de água, quedas de água ou locais com muita humidade e ensombrados, como nas entradas de grutas. Também ocorre com frequência sobre o tronco das árvores.

Não se deve colher estas plantas e líquenes no campo e devemos optar por alternativas que não prejudiquem a natureza, como germinados de cereais.

 

Legenda imagem
Espécime-tipo de Homalia lusitanica Schimp| Type specimen of Homalia lusitanica Schimp
Proveniência | Provenance: Portugal, Estremadura, Serra de Sintra, Quinta do Relógio.
MUHNAC-LISU 54641.

 

English version