Diretor do Museu de História Natural da Dinamarca visita MUHNAC-ULisboa

Marta Lourenço, Diretora do MUHNAC-ULisboa e Judite Alves, Subdiretora recebem Peter Kjærgaard, Diretor do Museu de História Natural da Dinamarca.

 

Marta Lourenço, Diretora do MUHNAC-ULisboa, Peter C. Kjærgaard, Diretor do Museu de História Natural da Dinamarca e Judite Alves, Subdiretora do MUHNAC (da direita para a esquerda). © Lúcia Vinheiras Alves

De visita por Lisboa, Peter Kjærgaard, Diretor do Museu de História Natural da Dinamarca, da Universidade de Copenhaga, passou um dia no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC- ULisboa), onde visitou várias exposições, como a Specere, Variações Naturais, Illustrare, o Laboratório Chimico, mas também áreas de trabalho e laboratórios, onde conversou com curadores e estudantes, e o Jardim Botânico de Lisboa.

Para o Diretor dinamarquês esta é uma visita muito importante, na medida que o museu que gere e o MUHNAC são instituições congéneres. «O Museu de História Natural na Dinamarca é um museu nacional dedicado à natureza, e faz parte também da Universidade de Copenhaga, pelo que temos muitas semelhanças com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência em Lisboa». Para além disso, «nunca tinha cá estado, mas estou muito contente por finalmente estar a fazer estes contactos de forma pessoal, que é algo que precisamos e principalmente porque partilhamos muita coisa do ponto de vista institucional».

Marta Lourenço, corrobora, referindo que «na Europa, somos os únicos museus nacionais de natureza científica dependentes de universidades. E no mundo inteiro, somos poucos mais. Este facto por si só, impele-nos diretamente a colaborar em iniciativas concretas sobre conhecimento, cultura e sociedades contemporâneas».

Peter Kjærgaard destacou também a importância que os museus de história natural desempenham no mundo atual. «Os museus de História Natural nunca foram tão importantes como são atualmente com as situações como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a situação da pandemia global. A saúde humana está diretamente relacionada com a saúde do planeta. Precisamos de instituições como os museus de História Natural para abrir as portas a todos, como plataforma para encontros, para discussões, para se ter acesso ao melhor conhecimento que temos sobre a natureza, por forma a capacitar aos nossos visitantes, todas as pessoas em todo o mundo, para conseguirem lidar com estes desafios», afirma.

Por isso, acrescenta «o nosso trabalho nunca foi tão importante, mas podemos fazer isto juntos, através de poderosas redes entre museus de história natural por forma a ajudarmo-nos uns aos outros, e ajudarmos as pessoas a cuidarem do mundo de uma melhor forma».

À semelhança do MUHNAC, também o museu dinamarquês possui uma longa história que teve início em 1600 com a fundação do Jardim Botânico de Copenhaga, e um dos mais antigos da Europa. Mas para além da longa história o Diretor considera que «em certo sentido também somos um Museu novo» já que em 2001 «todas as nossas instituições de história natural - o Jardim Botânico, o Museu Botânico, o Museu Zoológico e o Museu Geológico - foram englobadas num único Museu».

Agora, o Museu de História Natural da Dinamarca está em reformulação e espera em 2024 inaugurar um novo edifício. E «isso é razão para continuarmos atentos aqui em Lisboa. O projeto é magnífico e muito inovador», afirma Marta Lourenço.

Peter Kjærgaard explica que «a ambição foi conseguir colocar todos estes Museus por baixo de um único super museu. Demorou-nos mais de 20 anos a atingir esse ponto, mas agora estamos a chegar lá. O edifício ficará terminado no próximo ano. Vamos abrir ao público em 2024 e teremos novas galerias com 2000 metros quadrados com novas exposições permanentes. Para nós tem sido um desafio desenhar um novo Museu de História Natural a partir do zero e de uma só vez».

 

Texto por Lúcia Vinheiras Alves