Réplica de Fémur humano com fratura da extremidade proximal

Objeto do mês - outubro 2022

Fémur humano que sofreu uma fratura intertrocantérica, estabilizada com placa e parafusos

Coleção: 

No dia 20 de outubro comemora-se o Dia Mundial da Osteoporose que tem como objetivo divulgar o conhecimento sobre esta doença e contribuir para a sua prevenção. As fraturas ósseas associadas à osteoporose são cada vez mais comuns nas populações contemporâneas, embora os estudos antropológicos demonstrem que não é uma doença moderna.

Este mês, o Museu expõe uma réplica de um fémur humano, que sofreu uma fratura proximal, reduzida e estabilizada com o auxílio de um parafuso e de uma placa, pertencente à coleção Luís Lopes.

O MUHNAC tem no seu acervo várias coleções osteológicas, de diferentes períodos, que permitem aos antropólogos estudar a prevalência da osteoporose (entre outras doenças) ao longo do tempo e também as suas consequências na vida dos indivíduos. A Coleção Luís Lopes é constituída por esqueletos de pessoas que morreram entre 1880 e 1984 em Lisboa. Esta coleção é uma das mais extensas e bem documentadas do mundo e que por isso tem contribuído para o desenvolvimento da Antropologia Biológica a nível mundial, para além de narrar o modo de vida da população que viveu em Lisboa entre o século XIX e XX.

O objeto do mês documenta um caso grave de osteoporose e ilustra o tipo de tratamento cirúrgico disponível para a população durante este período. A intervenção cirúrgica no fémur aparenta ter sido bem-sucedida, o osso não apresenta sinais de infeção, nem deformações ou encurtamento do membro. Nos dias de hoje, as fraturas da extremidade proximal do fémur continuam a ser uma das principais causas de incapacidade e de mortalidade entre a população idosa com osteoporose e a técnica cirúrgica aqui representada continua a ser uma das mais usadas no tratamento deste tipo de fraturas.
 

 

Replica of a Human femur with a fracture on the proximal end

World Osteoporosis Day is celebrated on the 20th of October, with the aim of raising awareness about this disease and contributing to its prevention. Bone fractures associated with osteoporosis are increasingly common in contemporary populations, although anthropological studies show that it is not a modern disease.

This month, the Museum exhibits a replica of a human femur, which suffered a proximal fracture, reduced and stabilized with the help of a screw and a plate, belonging to the Luís Lopes collection.

The MUHNAC houses various osteological collections, from different periods, which allow anthropologists to study the prevalence of osteoporosis (among other diseases) over time, and its consequences on the lives of individuals. The Luís Lopes Collection consists of skeletons of people who died between 1880 and 1984 in Lisbon. This collection is one of the most extensive and well-documented in the world and has therefore contributed to the development of Biological Anthropology worldwide, as well as narrating the lifestyle of the people who lived in Lisbon between the 19th and 20th centuries.

The object of the month documents a severe case of osteoporosis and illustrates the type of surgical treatment available to the population during this period. The surgical intervention on the femur seems to have been successful. The bone shows no signs of infection, deformity or shortening of the limb. Nowadays, fractures of the proximal end of the femur continue to be one of the main causes of disability and mortality among the elderly population with osteoporosis, and the surgical technique represented here continues to be one of the most widely used in the treatment of this type of fracture.
 

Texto de I Text by: Susana Garcia (curadora das coleções de Antropologia do MUHNAC e docente do ISCSP, Universidade de Lisboa) e Francisco Curate (investigador na Universidade de Coimbra).
Fotografia de I Photo by: José Fadolla

 

PROGRAMA ALARGADO

19 outubro | 15h00
Fraturas osteoporóticas em Portugal: As coleções osteológicas do MUHNAC como arquivo natural desta doença

As fraturas ósseas associadas à osteoporose são cada vez mais comuns nas populações contemporâneas, embora os estudos antropológicos demonstrem que não é uma doença moderna. Nesta atividade propomos uma conversa sobre a evolução desta doença em Portugal e a demonstração prática dos seus efeitos no esqueleto humano.

Inscrições:
geral@museus.ulisboa.pt