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Com a Universidade de Lisboa

O NOSSO COMPROMISSO COM A UNIVERSIDADE DE LISBOA

 

Sem nunca esquecer o nosso passado mais recente – que está associado à história, memória e património da Faculdade de Ciências – o Museu, estando na Reitoria, posiciona-se de forma equidistante das escolas da Universidade, estabelecendo relações de investigação, protocolos de formação avançada, programação cultural e valorização do património com todas elas.

O Museu tem orgulho em fazer parte da Universidade de Lisboa.

Em primeiro lugar, porque herdamos uma tradição muito longa – desde o século XVII – de museus associados a universidades europeias, que muito contribuíram para o que sabemos hoje sobre a vida, o universo e nós próprios enquanto humanos.

Em segundo lugar, porque a Universidade de Lisboa é a maior do país, espalhando-se por quatro concelhos – Lisboa, Loures, Oeiras e Cascais – com milhares de estudantes de todo o mundo. A Universidade de Lisboa tem também um património científico, histórico e arquitetónico ímpar em Portugal. O Museu contribui ativamente para a preservação e divulgação deste património, seja através de levantamentos publicados, visitas especiais, depósitos de coleções, exposições, seja ainda através de parcerias com as escolas para a sua valorização.

Em terceiro lugar porque, para além das funções principais de um museu, a Universidade traz consigo outras duas responsabilidades – a investigação e a formação avançada – que enriquecem consideravelmente a nossa posição de liderança, o conhecimento das nossas coleções e a nossa relação com os públicos. Muitos dos atuais conservadores-restauradores, curadores, museólogos, educadores e outros profissionais de museus, bem como biólogos, geólogos, historiadores e antropólogos, entre outros, passaram pelo nosso Museu.

Em quarto lugar porque com a Universidade herdamos também uma cultura de liberdade, espírito crítico, interdisciplinaridade e experimentalismo que não seria tão orgânica se estivéssemos fora da Universidade. Estes valores são importantíssimos nos museus contemporâneos, que são frequentemente conservadores por natureza mas que não devem ter receio de debates ou controvérsias públicas.

Em quinto lugar porque sendo simultaneamente Museu e Universidade permite-nos estabelecer pontes entre a academia e a pessoas, divulgando para o grande público a investigação mais recente que se faz, as pessoas que a fazem e as questões científicas, técnicas, sociais ou ambientais a que responde. As pontes com a sociedade também permitem abordar o passado das ciências, artes e humanidades de forma crítica e tornando mais visível quem foi ficando para trás (mulheres, estudantes, funcionários).