Desaparecidos no Paraíso
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A partir das Histórias Trágico-Marítimas do século XVI português, a artista entrou em contato com mundos desconhecidos, mas cheios de detalhes tangíveis, visíveis e incontestáveis.
Citando a Alina Gherasim “Do Paraíso, dizem que é melhor não voltar, por isso, todas essas histórias têm um final trágico. Tal como dizia José Saramago no prefácio da edição francesa de Histoires Tragico-Maritimes, a morte torna-se familiar. A intimidade perturbadora entre o fim assustador e um novo começo quase impercetível está presente em segundo plano em todas essas histórias. Galeões carregados de bens preciosos e muitas almas perdem as suas esperanças mundanas e encontram, sem querer, as esperanças paradisíacas, no seguimento das cerimónias funestas dos naufrágios.”
Curadoria: Sofia Marçal