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Filme-performance: Tributo aos antepassados africanos

Conversa

Data

26 Junho 2026 — 18h00 - 19h00

Local

Museu

Filme-Performance com o escultor moçambicano Ntaluma Makonde.

SINOPSE

Ntaluma Makonde realiza uma invocação aos seus antepassados africanos utilizando duas cabaças e água. A cabaça mais pequena é usada para retirar água da maior, servindo para beber e lavar o rosto, num gesto simbólico de ligação e respeito.

Junto a uma árvore, nas proximidades do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), Ntaluma, enquanto mensageiro africano, dirige-se aos espíritos dos seus antepassados em língua maconde. Nesta invocação, partilha o que observou no Museu: seres e objetos provenientes de Moçambique, recolhidos durante as chamadas “missões científicas coloniais”.

O escultor pede que estes elementos regressem aos lugares de onde foram retirados, reconhecendo a ausência de consentimento das suas comunidades de origem, dos seus detentores e familiares.

 

Duração: 13 min.

Imagens/edição: Sophie Kotanyi e Carlos Alvarenga
Produção: S. Kotanyi & N. Cassola 

Participação livre, sujeita a inscrição prévia obrigatória
geral@museus.ulisboa.pt 

Lotação máxima: 25 participantes 

Ponto de encontro: Rua da Escola Politécnica, 58 (av. Palmeiras)

 

Atividade incluída no programa paralelo da exposição "Olhares Críticos no Arquivo Colonial – Sombras e Memórias", patente no MUHNAC até 31 de agosto. 

 

Biografia
Makonde Ntaluma nasceu em 1969 na Base Beira da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), em Nkandangue Nanhagaia, Cabo Delgado, Moçambique. Iniciou o seu percurso artístico em 1990, no Museu de Etnologia de Nampula, onde começou a transmitir a sua palavra através da escultura em madeira.

Em 1992, em Maputo, cofundou a Favana Grupo de Escultores Makonde, iniciando também um trabalho de formação de artistas moçambicanos e estrangeiros. Em 2000 integrou a A.S.E.M.A., no Museu Nacional de Arte de Maputo.

Desde 2002, em Portugal, tem desenvolvido projetos de intercâmbio artístico e cultural com outros criadores. Em 2003 assumiu a responsabilidade pela escola de escultura da A.L.D.C.I. – Portugal, integrada na Escola da Multiculturalidade, em Lisboa.

A sua obra encontra-se representada em várias coleções públicas nacionais e internacionais, incluindo o Museu Nacional de Arte de Maputo, o ISARC Maputo, a Ordina Andorra, a coleção de Chang Chun (China), Long Beach (Califórnia, EUA), o Hospital Garcia de Orta (Almada), o Consulado Geral de Moçambique em Lisboa, o Parque dos Poetas (Oeiras), com uma homenagem a José Craveirinha, e o Rossio, em Lisboa.