Iluminando as vidas dos ancestrais africanos
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Há 16 anos (em 2009), arqueólogos encontraram mais de 150 ossadas de africanos escravizados em Lagos (Algarve), durante escavações realizadas junto ao Vale da Gafaria, na sequência de obras para a construção de um parque de estacionamento subterrâneo. Os restos foram datados por radiocarbono entre 1420 e 1480, correspondendo aos primórdios do tráfico negreiro português.
O MUHNAC recebe a Dra. Vicky M. Oelze (Professora Associada no Departamento de Antropologia da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, EUA) para uma apresentação da sua investigação sobre as origens e os percursos de vida de africanos escravizados de Lagos, revelados através de análises multi-isotópicas.
Neste dia, contamos também com a presença de três membros do Projeto do Cemitério Africano da Rua Anson, um cemitério histórico e sítio arqueológico recentemente redescoberto, onde pessoas escravizadas de ascendência africana foram sepultadas na cidade de Charleston, Carolina do Sul, nos Estados Unidos, durante o século XVIII. O cemitério esteve em uso aproximadamente entre 1760 e 1790.
Não falte!
Participação livre, mediante inscrição prévia obrigatória
geral@museus.ulisboa.pt | 213 921 808
PROGRAMA
16h00 - Boas-vindas
Marta Lourenço, MUHNAC-ULisboa & Aristóteles Kandimba, Coletivo Tributo aos Ancestrais PT
16h15 - As origens africanas das primeiras vítimas conhecidas do tráfico de escravos no Atlântico na Europa
Vicky M. Oelze (Universidade da Califórnia, Santa Cruz, EUA)
16h45 – Q&A
17h00 - Esclarecer e homenageando as vidas dos ancestrais da Rua Anson
Raquel Fleskes, La'Sheia Oubre, Theodore Schurr (Anson Street African Burial Ground Project, Charleston, EUA)
17h30 - Debate
18h00 – Receção
Apresentações em Inglês, com traduções em português