Mosquito-tigre "Aedes albopictus" - INFORMAÇÃO
Com tem vindo a acontecer em vários pontos do país, foram detetados quer no Jardim Botânico de Lisboa quer no Jardim Botânico Tropical, larvas e indivíduos adultos do mosquito-tigre (Aedes albopictus).
O mosquito Aedes albopictus é nativo da Ásia, onde o calor e a humidade criam condições ideais para a sua reprodução. No entanto, está a disseminar-se pela Europa devido às alterações climáticas.
O mosquito-tigre tem o potencial de propagar doenças como dengue, encefalite equina oriental, chikungunya e zika.
No entanto, os mosquitos existirem e picarem não significa ficar-se doente. Ainda não foi detetado nenhum caso destas doenças em Portugal (exceto em viajantes).
Atenção às diferenças:
1. O mosquito-tigre tem patas com riscas brancas e uma risca prateada no dorso.
2. O mosquito-tigre pica durante o dia– ao contrário de outros mosquitos que conhecemos, que picam à noite, nascer e ao pôr-do-Sol – e habita mais frequentemente zonas urbanas na proximidade de fontes de água.
3. Se formos picados, temos de estar atentos aos sintomas de febre, dermatite, dor abdominal e dores nas articulações (sintomas comuns, mas não exaustivos, de doenças como dengue, chikungunya e zika). Contactar de imediato o SNS24 (808 24 24 24).
Medidas de prevenção que o Museu está a tomar nos Jardins Botânicos:
1. Monitorização e acompanhamento da situação dos Jardins Botânicos pelo Serviço Nacional de Saúde: USP São José (JBL) e USP de Lisboa Ocidental e Oeiras (JBT).
2. Eliminação dos locais de reprodução do mosquito-tigre: linhas de água, calhas e caleiras limpas e desentupidas, remoção e limpeza de bases de vasos ou pequenos recipientes que possam acumular água, manutenção da relva curta.
3. Aplicação de larvicidas.
4. Uso de repelente adequado pelos jardineiros, vigilantes de segurança e frentes de casa.