Palácio da Calheta
Palácio dos Condes da Calheta
Polo de Belém
A construção do Palácio dos Condes da Calheta remonta a meados do século XVII, por ordem do 4º Conde da Calheta, destinando-se a residência de veraneio. Em 1726, D. João V adquire o Palácio e renova-o substancialmente.
Após um período de abandono, o edifício torna-se posse do Estado com a implantação da República, recebendo significativas campanhas de restauro de interiores a partir de 1919. Localizado no Jardim Botânico Tropical, albergou o Museu Agrícola Colonial, que aí começou a ser instalado em 1916, e, em 1940, integrou, tal como todo o Jardim, a Secção Colonial da Exposição do Mundo Português. Nesta época, através da ação da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), foi restaurado com a finalidade de ‘recuperar’ o seu caráter setecentista original.
Merece destaque, além da estética arquitetónica, a diversificada azulejaria nos espaços interiores, que inclui, por exemplo, composições figurativas de final do século XVII e azulejos de padrão pombalino. Alberga as coleções do antigo Museu Agrícola Colonial, as coleções coloniais científicas de etnografia, a xiloteca colonial, bem como livros e documentação.
Entrou na Universidade de Lisboa em 2015, junto com o Jardim Botânico Tropical e o património histórico-científico do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Possui um projeto de recuperação, da autoria do arquiteto Pedro Oliveira, com enquadramento paisagista da Topiaris.
VISITAS
O interior do Palácio pode ser visitado a pedido ou durante visitas organizadas especiais. Siga as nossas redes sociais.
CLASSIFICAÇÃO
Integrado no Jardim Botânico Tropical, Monumento Nacional (2007)
Inserido no Conjunto Intramuros do Palácio de Belém (Monumento Nacional)
Decreto nº 19/2007, DR I Série, nº 149, de 03 de agosto de 2007.
Adaptado de M. C. Lourenço (coord.), 2016. A Universidade de Lisboa: Museus, Coleções e Património, Imprensa da Universidade de Lisboa/Universidade de Lisboa.