Picadeiro do Real Colégios dos Nobres
Polo do Príncipe Real
Com construção iniciada em 1763 e entrando em funcionamento volvidos três anos, o Real Picadeiro, de arquiteto desconhecido, é o único elemento arquitetónico que resta do Real Colégio dos Nobres e um dos picadeiros mais antigos do país.
Destinava-se originalmente a aulas de equitação e de esgrima dos alunos do Real Colégio. Em 1837, o recinto sofreu obras de reconstrução por iniciativa do general de engenharia José Feliciano da Silva e Costa (presidente da Junta Administrativa da Escola Politécnica na época), em 1847-1879. Depois disso, as antigas cavalariças foram utilizadas como garagem e, após 1958, o Picadeiro serviu de ginásio, entre outras funções culturais e recreativas, com novos pavimentos e inclusão de balneários e bancadas.
Foi também numa dessas antigas cavalariças que foi depositado o Túmulo de Fernão Telles de Menezes e Maria de Noronha, atualmente em exposição no Átrio do Museu.
CLASSIFICAÇÃO
IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO
Picadeiro do Real Colégio dos Nobres (1978)
Decreto nº 95/78, DR I Série, nº 210, de 12 de setembro de 1978.
Inserido em Zona Especial de Proteção (Portaria nº 529/96, DR I Série-B, nº 228, de 01 de outubro de 1996).
Adaptado de M. C. Lourenço (coord.), 2016. A Universidade de Lisboa: Museus, Coleções e Património, Imprensa da Universidade de Lisboa/Universidade de Lisboa.