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Synclisis-baetic

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Este mês, destacamos dois exemplares de Synclisis baetica (Rambur, 1842) — larva e adulto — preservados na Coleção Entomológica do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Esta espécie é conhecida pelo nome comum “formiga‑leão”, em referência ao comportamento predatório das larvas. As larvas vivem enterradas em solos arenosos e constroem pequenas armadilhas em forma de cone: escavam uma depressão circular e aguardam no fundo, parcialmente cobertas por areia. Quando uma presa (frequentemente formigas) escorrega para o interior, a larva projecta grãos de areia com movimentos rápidos para desestabilizar a margem do cone e impedir a fuga, capturando-a com as suas mandíbulas em foice. Depois, consome a presa e remove os restos para fora da armadilha, reconstruindo o funil quando necessário.

Em Portugal continental, é possível observar estas “covinhas” características em solos arenosos, onde os funis denunciam a presença das larvas.

O adulto, por sua vez, tem um aspecto muito diferente da larva (metamorfose completa) e é frequentemente confundido com uma libélula. No entanto, pode ser facilmente reconhecido pelas antenas clavadas (em “maça”), típicas dos formiga‑leões, e pelo voo geralmente mais frágil. As asas são transparentes e muito nervuradas, conferindo ao insecto um aspecto delicado.

O Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa preserva exemplares de formiga‑leões e de milhares de outras espécies de insectos. Estas colecções constituem uma base fundamental para investigação, documentação da biodiversidade e educação científica.
 

ANT LION (Synclisis baetica)

This month, we highlight two specimens of Synclisis baetica (Rambur, 1842) — larva and adult — preserved in the Entomological Collection of the Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

This species is commonly known as an “ant lion”, a name that refers to the predatory behaviour of its larvae. The larvae live buried in sandy soils and build small cone‑shaped traps: they excavate a circular pit and wait at the bottom, partly covered by sand. When prey (often ants) slips in, the larva flicks sand with rapid movements to destabilize the pit’s edge and prevent escape, then seizes the prey with sickle‑like jaws. After feeding, it discards the remains outside the trap and rebuilds the funnel as needed.

Across mainland Portugal, these characteristic sand pits can be readily found on sandy ground, where the traps reveal the presence of larvae.

The adult looks nothing like the larva (complete metamorphosis) and is often mistaken for a dragonfly. It can, however, be recognized by its clubbed antennae — a key feature of ant lions — and by its generally weaker, fluttering flight. Its transparent, densely veined wings give it a delicate appearance.

The National Museum of Natural History and Science of the University of Lisbon preserves ant lion specimens, as well as thousands of other insect species. These collections are a fundamental resource for research, biodiversity documentation, and scientific education.

 


Texto de | Text by: Roberto Keller | Curador da Coleção de Entomologia
Fotografia de | Photo by: Roberto Keller

 

Legenda:
Formiga‑leão Synclisis baetica (Rambur, 1842) | Ant lion Synclisis baetica (Rambur, 1842)
Espécimes MNHNCENT0055605 (larva) e MNHNCENT0048443 (adulto), MNHNC.


 
PROGRAMA ALARGADO

7 de fevereiro

11h00 - Visita orientada às coleções de insetos com o curador Roberto Keller.

Preço: bilhete de acesso ao museu