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O caranguejo-ferradura do Atlântico é um artrópode quelicerado que, apesar do seu nome, está mais próximo das aranhas e escorpiões do que dos caranguejos. O seu nome científico é Limulus polyphemus, e é representante do mais antigo grupo animal que ainda vive na Terra (Merostomata), que surgiu há cerca de 400 milhões de anos. Esta espécie é considerada um fóssil vivo, pois evoluiu muito pouco durante os últimos 250 milhões de anos. O seu tempo médio de vida é de 20 a 40 anos, habitando o Atântico Oeste, junto à costa Leste dos Estados Unidos da América, até ao Golfo do México.
Durante a época de reprodução estes animais chegam, aos milhares, nas marés altas de noites de lua nova e cheia, às praias para desovar. As fêmeas põem em média 20.000 ovos, em covas feitas por elas, na areia da praia; as larvas eclodem após duas semanas. Os caranguejosferradura juvenis passam geralmente os dois primeiros anos de vida nas águas marinhas costeiras, onde a comida é abundante e a salinidade é baixa. Migram depois para águas mais profundas, onde permanecem até se tornarem adultos e estarem prontos para se reproduzirem.
Estes animais têm a capacidade de regenerar os seus membros, como fazem por exemplo as estrelas-do-mar. Apresentam vários olhos dorsais, dois compostos usados especialmente para encontrar parceiros, e os restantes adaptados para sincronização circadiana e processamento visual da informação. Têm ainda dois olhos simples ventrais que ajudam o animal a orientar-se durante a sua deslocação.
Esta espécie é considerada como vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do IUCN. No entanto, devido às propriedades antibacterianas do seu “sangue-azul” (hemolinfa), estes animais são muito usados pela indústria farmacêutica. Os animais são capturados para extracção sanguínea, o que pode render 2000-3000 Euros por individuo. Apesar dos animais serem depois devolvidos à natureza, apresentam uma mortalidade entre 10-15%.